quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Tempestades, árvores caidas e afins

Tenho um misto de sensações no que toca às tempestades, falta de luz e trovoada. Gosto e tenho medo ao mesmo tempo.
Ver a casa iluminada com velas, ter os movimentos medidos pela limitação que a falta de luz provoca, ouvir os uivos do vento e usar a imaginação para abrir mão dos hábitos mais comuns (chego a tentar acender a luz mesmo indo com uma vela na mão enquanto digo que a falta de luz é muito incomodativa, mas adiante.....), deixam-me sempre contente quando a tempestade chega. Mas com esta felicidade vem também o medo. O medo das tragédias que por vezes vimos, o medo pelo outros, o medo que as coisas sejam piores do que normalmente são.
Mas mesmo com medo, vou para o alpendre, de manta na mão a ver o vento e a chuva. No sábado foi assim porque era de dia. Ontem não! Com a noite o medo aumenta e como não posso mostrar medo, por causa dos miúdos, toca a ir lá para dentro, cozinhar à luz das velas (felizmente ainda tenho fogão com bicos a gáz). A luz voltou e ontem, ao contrário da maioria das vezes, senti alívio. Talvez porque no sábado tenha assistido à maior destruição que alguma vez tinha testemunhado. Árvores caídas, gruas partidas, carros esborrachados, fachadas de edificios no chão.... que eu saiba ninguém se magoou, mas o telhado do vizinho da frente bailou à frente dos nossos olhos e senti-me frágil. Tivemos muita sorte!!! Ainda bem que já passou!

Beijinhos, Sweet

2 comentários:

  1. Tambem gosto de chuva e trovoada... de dia, na sala, debaixo da manta do sofá.
    Precisava mesmo das tuas palavras. Obrigada amiga. Beijo

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  2. O clima está cada vez mais "perturbado"... assustam-me, atemorizam-me, os tornados de que só existiam na minha fantasia, e que agora, já nos vão visitando...

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